sábado, 30 de julho de 2011

(...)

explodem em mim dores e tristezas que nunca quis…

vêm do mundo que criei nas fronteiras feitas de nada que deixo cair…
e nas quais construí os equilíbrios daquilo a que chamei vida

recuso as novas fronteiras de sobrevivência de todos os mundos novos e velhos
mas sobra em mim a matéria que os alimenta…
a dor e a tristeza…
ainda que vestidas das mais exuberantes manifestações de alegria e fugaz bem-estar de que são feitos todos os sonhos

a fuga para o sono da minha inconsciência é fácil…
mas não quero voltar a adormecer

que venham pois a dor e a tristeza…
com elas virão também o prazer e a alegria…
e quando disso for tempo que partam todos

será essa a próxima fronteira a deixar cair em mim…