terça-feira, 20 de outubro de 2009

Transparência

sento-me à mesa com o tempo
trocamos silêncios...
esquecemos os lugares de ontem e de amanhã
e fazemos o caminho da felicidade na ausência das palavras vazias

deito-me no lugar da eternidade
e a verticalidade do meu sorriso espalha-se pelo infinito dos sentidos que me fugiam
passeando pelos caminhos do agora
iluminado pela liberdade da minha entrega à vida sem razões

diluo-me nas ondas da existência
que me faz presente no lugar ausente dos gestos de vidas sem fim
teimosamente repetidas pelas convicções da cegueira dos muitos que são ninguém
afogando-me no mar do amor que sou

perco-me nos movimentos do ar que respiro
e descubro o ser infimo do tamanho do universo
escondido na transparência do mundo que habito