segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Transporto-me...

não sei os segredos que transporto
mas percebo nos rostos da vida as perguntas que em mim buscam resposta

os segredos que poderei guardar não são feitos de palavras
nem sequer são segredos...
são próximos da afirmação do silêncio nas palavras de que sou capaz
são feitos da matéria de todos os lugares vazios cuja tranquilidade nega à razão a oportunidade
são a consciência que de si próprios cada um sabe possível e em mim se vai formando

transporto na voz todos os chamados da existência
transporto no olhar a chave das portas para o infinito
transporto nos gestos a certeza da ausência de certos e errados que me tornam sagrado
transporto no corpo os limites da eternidade no limite dos meus sentidos

sou a ausência dos segredos no meu encontro constante com a vida
e esse... é o meu segredo